sexta-feira, 29 de julho de 2011

devociOUSE


Mas feliz é o homem que confia em mim, o Eterno, e a mulher que se apega ao Eterno! Eles são como árvores plantadas no Éden, com as raízes perto do rio. Não se preocupam com o verão mais quente e suas folhas não perdem o verde. Passam pela seca com tranqüilidade, dando frutos frescos em todas as estações. Jeremias 17:7-8

O que acontece quando tudo o que você crê e tudo que você vive é esmagado pelas circunstâncias?

Essa é uma importante questão a refletir uma semana após o Acampa #Ouse, e até mesmo – aos que não foram – após uma fase bastante próxima de Deus. Cujo tudo aquilo que você viveu acaba sendo sufocado pelas circunstâncias ao seu redor, isto é, trabalho, escola, amizades... Etc.

O profeta Jeremias estava vivendo uma situação bastante singular também. O povo do Reino do Sul (Judá) estava pensando em retornar aos bons tempos de prosperidade econômica, porém a idolatria daquela nação acabou os levando a destruição. Jeremias desempenhou um papel fundamental nesse cenário, profetizando sobre os riscos que a idolatria causaria (cativeiro), e principalmente trazendo algumas palavras de consolo e esperança.

Foram palavras que ainda continuam vivas para nós, jovens e adolescentes, vinte e sete séculos depois. Apesar de vivermos situações bastante diferentes, comparadas àquela época, muitas vezes ainda não sabemos o que pensar, como orar e como continuar quando as situações adversas nos atingem.

Como estamos reagindo – ou iremos reagir - frente a essas situações? Como será tal efeito? Talvez de reformulação de nossas vidas de modo que ela se harmonize com a de Deus? Ou, simplesmente abandonar o Senhor?

Jeremias – nesse mesmo contexto – nos deixa uma resposta (promessa) maravilhosa! A confiança em Deus (Eterno). Feliz é aquele que confia no Senhor, porque independente da situação – repare aqui que a situações adversas estão constantemente atingindo a coitada da árvore, ou seja, ainda assim não será fácil – nós estaremos firmes tal como é uma árvore com raízes perto do rio. Feliz é aquele que confia no Senhor.

Que vocês continuem firmes, pois Jesus o nosso Bom Pastor, é por nós, e, não contra nós.

Feliz é aquele que confia no Senhor Jesus.

Em Cristo,

Leo.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Dunamize!


Fui à igreja Dunamis – sim, se tornou uma igreja a despeito de reconhecerem ou não – nessa última sexta-feira, e como praxe não poderia deixar de escrever algo a respeito.

Já faz um bom tempo que venho ouvindo diversas opiniões sobre o “movimento”, algumas positivas e outras bastantes negativas; decidi, portanto, sair de cima do muro e expor aqui as minhas opiniões.

Antes de tudo, o Dunamis é um movimento para-eclesiástico pentecostal que busca alcançar jovens universitários céticos, e um público cristão, onde sua grande maioria são pessoas desiludidas com suas igrejas locais, que futuramente serão desiludidas com o Dunamis, e por ai segue o ciclo.

A palavra Dunamis (ou du,namij) em grego significa: poder, força, milagre, habilidade e capacidade. Em todas as traduções (i.e ACF, ARA, ARC, BRP) do AT (Antigo Testamento) aqui analisadas, esse termo na septuaginta era quase sempre utilizado em referência ao “Exército (du,namij) do Senhor (YHWH)”, sendo que no NT (Novo Testamento) o seu significado ainda é bastante divergente um do outro. Em algumas passagens ele conota uma idéia escatológica, e.g vinda do Reino de Deus (Mc. 9:1), em outras uma habilidade inerente ao Espírito Santo (Lc. 4:14, At. 1:8, At. 4:33, etc), adoração à Deus (Ap. 19:1). Enfim, ao contrário da própria definição no site iDunamis.org, a palavra du,namij não se limita a um poder “explosivo” do Espírito Santo, e muito menos a conotação de ‘dinamite’ – até mesmo porque a dinamite foi criada dezoito séculos depois dos pais apostólicos.

Mas, como esse post não tem um objetivo etimológico e muito menos acadêmico, vamos ao que interessa. O culto.

Senti-me a espera de um show. Centenas de pessoas esperando no corredor, alguns poucos – privilegiados – sentados no sofá, enquanto a porta permanecia fechada, e não me perguntem a razão.

Resolvi dar uma olhada na lojinha. Encontrei diversos livros, entre eles um do Bill Johnson. Fiquei um pouco assustado. O livro dizia que eu iria aprender como “Incentivar a misericórdia divina” nas pessoas em minha volta. Espera ai. Aprender como incentivar a misericórdia divina nas pessoas? Enfim, o vendedor me recomendou entusiasticamente aquele livro, dizendo que ele já tinha lido, etc. Que pena. Sem perder a oportunidade, perguntei: “Então, você poderia me ensinar a como incentivar a misericórdia divina?”. O vendedor deu uma risadinha, ficou um pouco sem graça, e me disse: “É... acho estranho... mas... acho que... eles erraram em escrever isso”.

Mas, como esse post não tem um objetivo crítico-textual, vamos ao que interessa. O culto.

As portas foram abertas. Corre! Corre! Corre! Ainda bem que estava com minha esposa, pois durante a espera pudemos namorar um pouquinho. Sem dúvida éramos os únicos casados ali.

O espaço logo se encheu.

Obs.: Confesso que estava super aberto para ouvir a voz de Deus. Eu e minha esposa oramos muito antes de chegarmos lá.

O início. Infelizmente, o rapaz que deu as boas-vindas não teve tanto sucesso. Começando pela “visão” que ele teve. Ou seja, enquanto orava ele viu foguinhos dando risada e pulando. E ai...? E pelas incessantes risadas – talvez fruto da unção de alegria que estava naquele lugar, de acordo com ele.

Acredito em visões, em sonhos, etc. Mas, em alguns casos eu prefiro deixar cada louco com sua loucura, e cada um com sua visão. Deus no final das contas irá provar o coração de todos.

O louvor. Confesso que gostei muito. Às vezes sinto falta de bons ministros de louvor que se preocupem em adorar e não em bater o cartão. Às vezes sinto falta de ver pessoas, em uma só voz adorando o Rei dos Reis, e não trocando SMS, escrevendo no Twitter, e conversando no corredor.

O dízimo. Ainda bem que eles não recitaram a “benção do dízimo” como é feito a Monte Sião, apesar de ter rolando uma pequena barganha com Deus, aquela idéia veterotestamentária, da antiga aliança: Eu faço assim, e o Senhor (YHWH) age dessa forma, ok?

A palavra. Assumo que esperava algumas heresias, mas felizmente isso não ocorreu. Graças a Deus! Porém, foi fraca teologicamente e biblicamente falando. Esperava mais bíblia, mais conteúdo, mas encontrei experiências de vida. O que praticamente falando, foi interessante e com certeza motivou a muitos.

O fim. Não teve ministração de curas como normalmente acontece. O que daria um post um pouquinho maior aqui. Mas, ouvi algo que não me agradou. O Téo (líder do ministério) antes de acabar o culto teve a infelicidade de dizer: Orem para quem estiver enfermo em sua volta, e só pare quando essa pessoa for curada.

Que pena que o Apóstolo Paulo não estava presente nesse culto. Quem sabe aquele espinho da carne dele fosse curado.

É isso. Apesar das críticas serem válidas, contanto que acrescente à igreja, o movimento Dunamis tem feito barulho. Frutos têm sido colhidos. Vidas têm sido transformadas.

Sempre existirão aqueles que só querem pular, gritar, criar visões, falar línguas decoradas, sentir aquilo que não sentiu, e etc. Uma vez que somos igreja, estamos sujeito a tais pessoas.

O importante é não perder a essência do evangelho. A cruz. A ressurreição. O amor. Jesus.

Se gastarmos mais tempo em qualquer outra coisa, que seja anátema!

Em Cristo,

Leo