
Felicidade... Por acaso existe termo, atualmente, mais relativo que este? Ser feliz, ou estar feliz são aspectos tão temporais, sazonais, e cada pessoa parece ter o seu ponto de vista sobre o assunto, porém, a sua plenitude ainda é muito procurada e desejada por todos. Esse relativismo da felicidade é tão intrigante que conduz a alguns problemas: Como que eu posso estar buscando por algo que eu não tenho, e como eu irei saber que já o encontrei sendo que eu nunca o conheci? Como você pode dizer que achou algum objeto sendo que enquanto o procurava você também não tinha a mínima idéia de suas características? Muitos convivem com esse dilema a vida inteira, outros procuram de alguma forma escondê-lo, já poucos acham uma maneira de dar um fim nisso.
Logo temos todos algo em comum: Nascemos carentes por algo e iremos passar o resto de nossas vidas buscando o até encontrá-lo. Mas encontrar o quê? Sendo que nem eu sei realmente o que estou procurando? Eu só sei que no fundo esse sentimento é como uma saudade, saudade de algo que realmente não posso explicar, pois nunca a tive, mas que sinto falta, ironicamente, mas só sei de uma coisa: Proponho-me empenhar para achá-la! Mas essa busca se torna cada vez mais difícil quando me deparo com uma geração pluralista, onde a felicidade se apresenta de várias formas, basta você achar algo que te faça sentir bem, e extremamente egoísta, pois o que importa é meu ego ser feliz, independente se isso for causar danos a alguém.
É infelizmente nessa jornada, em busca daquilo que sentimos saudades, que por mais que não sabemos o que é, temos uma certeza que no fundo iremos nos sentir completos e plenos quando achá-la, que muitos acabam encontrando o seu temível antônimo. Será o relativismo o grande causador disso? Pois se tanto faz os meios, independente do que eu escolher eu serei feliz, então porque ainda existem tantas pessoas que parece que isso não está funcionando? Os meios parecem não estar suprindo essa carência... Carência na qual habita em minha memória desde que nasci, e que habita em cada ser humano desde a fundação do mundo.
Desde a fundação do mundo porque o primeiro homem criado conheceu a verdadeira felicidade de perto, mas, por pouco tempo, e desde então há apenas resquícios da mesma. Resquícios que muitos vão achar nas mais diversas formas, por isso o ser relativa, mas da forma completa e plena só quando voltamos ao nosso estado inicial. Quando voltamos a aquele que nos criou. Quando voltamos a Deus! É voltando a ele que o homem atinge a verdadeira felicidade, e seu ser se completa. Santo Agostinho disse “Tarde Vos amei, Senhor”, pois mesmo sem saber Deus sempre esteve presente em sua vida, e sua desesperança de encontrar a felicidade só teve fim quando retornou a Deus.
Toda a aquela carência, saudade que nos faz por procurar por aquilo que não entendemos o que seja se encontra e se completa em Deus. E agora a questão é muito maior, não apenas de como saber se você já a encontrou, mas de saber que você já foi encontrado, e como saber que você já foi encontrado sendo que não a conhece? Olhe para a cruz de Cristo! O intermediador de nosso retorno para com Deus. Nele sim, aquilo que estava distante agora está próximo, o que era utópico se tornou real, e o que estava perdido foi achado. A verdadeira felicidade! Não a sazonal nem a passageira, mas a eterna, não a que cada um tem a sua opinião, mas aquela que Jesus fez por nós. Basta apenas você reconhecer isso...
"Pois Nele vivemos, nos movemos, e existimos"
Leo