segunda-feira, 29 de março de 2010

Pessach Sameach!


"E acontecerá que, quando vossos filhos vos disserem: Que culto é este? Então direis: Este é o sacrifício da páscoa ao SENHOR, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios, e livrou as nossas casas. Então o povo inclinou-se, e adorou." Êxodo 12:26-27

É na semana da páscoa que notavelmente, ainda mais que no natal, o mundo se divide em suas crenças e celebrações. No mundo Islâmico e Hindu não existe nenhum tipo de celebração, no Ocidente, aqueles que não se firmaram em nenhuma religião celebram a chegada do coelho da páscoa, com muitos ovos de chocolate. Os Judeus em contraste com os cristãos, porém, diferente de qualquer outra religião, seita, culto, celebram o evento ocorrido a mais de três mil e trezentos anos atrás, no qual marcou a saída do povo Judeu da escravidão do Egito, conhecida como Pêssach.
Pêssach é conhecida como a páscoa Judaica, o seu nome em hebraico significa “passagem”, diferente do que alguns pensam não significa a passagem do povo Judeu pelo mar vermelho, mas a passagem do SENHOR ferindo todo o primogênito na terra da terra do Egito, desde os homens até os animais e em todos os deuses do Egito. Conhecido como a décima praga, que marcou a saída ou êxodo de mais de quatrocentos anos de escravidão do povo Judeu.
Originalmente a páscoa surgiu com os Judeus. Mas em que podemos contrastar a Pêssach Judaica com a páscoa do Cristianismo? Aparentemente elas se diferem em cada vírgula, porém nota-se que na verdade elas não são tão diferentes assim. Nós cristãos também celebramos a nossa saída da escravidão, celebramos a passagem do Senhor em nosso meio, e fomos poupados da morte por causa do sangue de um cordeiro sem defeito (Êxodo 12:13). Celebramos a morte e a ressurreição de Jesus O Cristo, aquele que é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser. Conforme profetizou Isaías “Ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.” Is 53:5. Jesus andou em nosso meio, e através DELE fomos libertos da escravidão, da escravidão do pecado, e pelo sangue DELE fomos poupados da morte, não a morte carnal, mas sim a espiritual. “Pois vocês sabem que não foi por meio de coisas perecíveis como prata ou ouro que vocês foram redimidos da sua maneira vazia de viver, transmitida por seus antepassados, mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha e sem defeito” 1Pedro 1:18-19.
Deus estabeleceu uma nova aliança com o seu povo, uma aliança eterna e perfeita na qual nenhum sacrifício, esforço ou mérito seriam capazes de comprar. Foi de GRAÇA e para TODOS! Então sempre que sentarmos a mesa para comemorar essa data, que a gente se lembre que Deus olhou para a nossa condição, possui-se de grande compaixão, e veio ao nosso encontro. ESTÁ CONSUMADO!

Hoje vivo está! Nem mesmo a morte foi capaz de segurá-lo. E que assim como Cristo ressuscitou que nós ressuscitemos também para uma nova vida.

Em CRISTO, nosso cordeiro pascal.

Chag Pessach Sameach! Feliz páscoa!

quarta-feira, 10 de março de 2010

O Mito da Caverna


Imagine a nossa natureza, segundo o grau de educação que ela recebeu ou não, de acordo com o quadro que vou fazer. Imagine, pois, homens que vivem em uma morada subterrânea em forma de caverna. A entrada se abre para a luz em toda a largura da fachada. Os homens estão no interior desde a infância, acorrentados pelas pernas e pelo pescoço, de modo que não podem mudar de lugar nem voltar a cabeça para ver algo que não esteja diante deles. A luz lhes vem de um fogo que queima por trás deles, ao longe, no alto. Entre os prisioneiros e o fogo, há um caminho que sobe. Imagine que esse caminho é cortado por um pequeno muro,
semelhante ao tapume que os exibidores de marionetes dispõem entre eles e o público, acima do qual manobram as marionetes e apresentam o espetáculo.
Então, ao longo desse pequeno muro, imagine homens que carregam todo o tipo de objetos fabricados, ultrapassando a altura do muro; estátuas de homens, figuras de animais, de pedra, madeira ou qualquer outro material. Provavelmente, entre os carregadores que desfilam ao longo do muro, alguns falam, outros se calam. Assim sendo, os homens que estão nessas condições não poderiam considerar nada como verdadeiro, a não ser as sombras dos objetos fabricados.
Veja agora o que aconteceria se eles fossem libertados de suas correntes e curados de sua desrazão. Se um desses homens fosse solto, forçado subitamente a levantar-se, a virar a cabeça, a andar, a olhar para o lado da luz, todos esses movimentos o fariam sofrer; ele ficaria ofuscado e não poderia distinguir os objetos, dos quais via apenas as sombras anteriormente. Na sua opinião, o que ele poderia responder se lhe dissessem que, antes, ele só via coisas sem consistência, que agora ele está mais perto da realidade, voltado para objetos mais reais, e que está vendo melhor? O que ele responderia se lhe designassem cada um dos objetos que desfilam, obrigando-o com perguntas, a dizer o que são? Não acha que ele ficaria embaraçado e que as sombras que ele via antes lhe pareceriam mais verdadeiras do que os objetos que lhe mostram agora?
É preciso que ele se habitue, para que possa ver as coisas do alto. Primeiro, ele distinguirá mais facilmente as sombras, depois, as imagens dos homens e dos outros objetos refletidas na água,
depois os próprios objetos. Em segundo lugar, durante a noite, ele poderá contemplar as constelações e o próprio céu, e voltar o olhar para a luz dos astros e da lua mais facilmente que durante o dia para o sol e para a luz do sol.
Nesse momento, se ele se lembrar de sua primeira morada, da ciência que ali se possuía e de seus antigos companheiros, não acha que ficaria feliz com a mudança e teria pena deles?
Quanto às honras e louvores que eles se atribuíam mutuamente outrora, quanto às recompensas concedidas àquele que fosse dotado de uma visão mais aguda para discernir a passagem das sombras na parede e de uma memória mais fiel para se lembrar com exatidão daquelas que precedem certas outras ou que lhes sucedem, as que vêm juntas, e que, por isso mesmo, era o mais hábil para conjeturar a que viria depois, acha que nosso homem teria inveja dele, que as honras e a confiança assim adquiridas entre os companheiros lhe dariam inveja? Ele não pensaria antes, como o herói de Homero, que mais vale “viver como escravo de um lavrador” e suportar qualquer provação do que voltar à visão ilusória da caverna e viver
como se vive lá?

Respondeu Glauco: Concordo com você. Ele aceitaria qualquer provação para não viver como se vive lá.

O Mito da Caverna, Platão.

Farei a aplicação dessa mito em breve, porém, precisaria falar mais alguma coisa?

Um Abraço