terça-feira, 7 de dezembro de 2010

10 motivos pelos quais Papai Noel é melhor do que Jesus



Apesar do título, a princípio, ser chocante! Herege! Ofensivo! Aliás esse era o objetivo, ele representa a mais nua e crua verdade, que transmitimos ao mundo, a cerca da pessoas mais íntima e maravilhosa do universo! A saber, Jesus o Cristo!

Tal imagem deveria nos incomodar! Deveria nos desafiar a re-pensar a respeito de nosso relacionamento com Cristo. E de principalmente como levamos Jesus ao nossos amigos de trabalho, colégio, faculdade, etc.

Quando ví essa imagem no blog do Paulo Brabo, fiquei um bom tempo refletindo sobre o assunto, na qual o próprio autor não precisou adicionar qualquer palavra. Apenas a imagem foi suficiente para deixar meus ouvidos doloridos.

É nessa época de final de ano que a igreja luta contra a imagem do "maldito" Papai Noel, em contra partida prega-se um Jesus distante e intocável.

Talvez nossa luta devesse ser exatamento o oposto. Devemos nos esforçar para pregar um Cristianimos Puro e Simples, como diria C.S Lewis. Aonde Jesus nos chama de amigos, e não mais de servos, aonde por mais maltrapilho que sejamos, nós somos aceitos! Devemos pregar aquele Jesus que a despeito da multidão, ele foi sensível ao toque de uma mulher doente. O Jesus que abriu mão de sua glória, e semelhante a nós se tornou, a fim de que por suas pisaduras fossemos sarados, e Salvos! Um Jesus que se identifica com nossas dores, aflições, anceios, pois ele mesmo passou por tudo isso! Um Jesus que senta na mesa com pecadores. Enfim, um Jesus que está VIVO!

Sem mais palavras...

Feliz Natal!

Em Cristo,

Leo

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O pouco que é muito


“Quando vocês estiverem fazendo a colheita de sua lavoura e deixarem um feixe de trigo para trás, não voltem para apanhá-lo. Deixem-no para o estrangeiro, para o órfão e para a viúva, para que o SENHOR, o seu Deus, os abençoe em todo o trabalho das suas mãos. 20 Quando sacudirem as azeitonas das suas oliveiras, não voltem para colher o que ficar nos ramos. Deixem o que sobrar para o estrangeiro, para o órfão e para a viúva. 21 E quando colherem as uvas da sua vinha, não passem de novo por ela. Deixem o que sobrar para o estrangeiro, para o órfão e para a viúva. 22 Lembrem-se de que vocês foram escravos no Egito; por isso lhes ordeno que façam tudo isso.” Dt. 24:19-22

Esses versículos mostram algumas leis muito antigas sobre como deveria ser feita a colheita. Antigamente, não entre os povos hebreus, existia um costume que ao colherem, um pouco deveria ser deixado no caminho para agradarem a divindade ou o espírito do campo, o que paralelamente ainda é feito em muitas mesas de bares, quando antes de beberem alguma bebida alcoólica, primeiro derramam no chão para o “santo” e depois continuam a bebedeira.

Mas, seja qual for o conceito que os hebreus haviam trazido, seja do Egito ou dos próprios costumes dos povos pagãos ao redor, em como deveria ser realizada a colheita, Deus aqui se preocupa exclusivamente às atitudes sociais e humanitárias do dono da lavoura com respeito aos economicamente pobres.

Muitas vezes olhamos para as leis do Pentateuco com maus olhos, alegando que são muito complicadas, antigas, e a resposta que usamos para nossa ignorância se resume que Jesus aboliu todas na cruz, portanto, não vivemos mais sobre a lei e sim sobre a graça, e pronto!

Ao nos escondermos atrás de nossa incapacidade de lidar com alguns assuntos “obscuros” da palavra, deixamos de aprender lições belíssimas sobre a vida, e o nosso papel atualmente como bons cristãos. Por isso dizemos que o Deus do Novo Testamento, não pode ser o mesmo Deus do Antigo Testamento. Por isso criticamos as leis – dadas pelo mesmo Deus do NT – alegando serem muito duras, e fora do nosso contexto. Porém, o que vemos aqui é exatamente o oposto.

Israel deveria ser o canal de bênçãos a TODAS as nações da terra (cf. O Chamado de Abraão); e é exatamente isso que Deus ensina para Israel antes de entrar na terra prometida. Deus iria abençoar a lavoura, porém, essas bênçãos não seriam apenas para Israel, mas, para os estrangeiros também. Quem eram os estrangeiros? Os órfãos? As viúvas? Se não a classe mais excluída da sociedade, a classe mais hostilizada, e o grupo cujas limitações de situação social os tornavam especialmente vulneráveis.

Tamanha fraqueza e carência destes lhes mereciam cuidados especiais do Senhor e do povo. Esse versículo representa um aspecto extremamente humanitário, e, em referência à experiência de escravidão que os próprios israelitas tiveram que passar no Egito, e conseqüentemente no deserto. Israel tinha que lembrar tanto dos momentos difíceis que passaram como também a forma que Deus sempre supriu as necessidades básicas do povo (Maná). E como poderiam fazer isso? Se preocupando com o suficiente para o dia, e levando em conta que atrás viriam pessoas muito mais necessitadas do que eles.

Eram em atitudes pequenas que Deus iria usar Israel para revelar a sua misericórdia aos necessitados. Israel não precisava se preocupar com um projeto social para acolher os menos favorecidos, porém, o pouco que fizessem já seria muito para eles!

Às vezes ficamos preocupados em realizar “GRANDES” coisas para o Reino de Deus. Preocupamos-nos em que ministério servir; passamos noites em claro a fim de termos a melhor programação; sentimo-nos “inúteis” por não termos uma posição melhor na igreja; sonhamos em ter um grande projeto social que será reconhecido por muitos, enfim, a idéia do “pouco” parece nos incomodar, muito! Não queremos o pouco, porém, o grande parece distante, logo, criamos a nossa própria zona de conforto. Nela nos sentimos seguro, porém, decepcionados com a vida, e paralisados por sermos incapazes de lidar com a injustiça do mundo.

Logo esquecemos que o pouco pode ser um simples copo de água para o que tem sede (Mateus 10:42) ou à que tem fome (Mateus 14:16), uma atenção especial a quem está desesperado (Lucas 8:47), socorro à quem está ferido (Lucas 10:25-37)... um abraço amigo, o amor incondicional ao seu cônjuge, a obediência aos pais, a generosidade...

Lembremo-nos da parábola do grão de mostarda. Quando Jesus disse que o Reino dos céus é como um grão de mostarda, ele não estava comparando o Reino ao grão, mas sim ao que aconteceria ao grão quando esse estivesse maduro, ou seja, aquilo que a principio era insignificante se tornou a maior das hortaliças.

Por não vermos os frutos ao longo prazo, ficamos desanimados no presente. Provavelmente era o que Israel pensava ao ter que deixar trigos, azeitonas, e uvas para trás. Mas quantas famílias não foram alimentadas com essa ação “pequena”? Quantas crianças não foram nutridas? Quantas vidas não foram poupadas? Mas será que Israel se deu conta disso? Provavelmente não...

E quanto aquilo que fazemos? Como estamos vivendo nossas vidas? Preocupados com o grande, porém, deixando de lado nossos valores, famílias, humildade?

Nossa espiritualidade não se define por quantas vezes sentamos na igreja, levantamos as mãos durante o louvor, fazemos projetos para o grupo de jovens da igreja, mas sim, quanto mais humanos estamos nos tornando frente a um mundo necessitado de atitudes “pequenas”, começando primeiro em nossos lares!

Lembremo-nos do grão de mostarda...

Deus os abençoe!

Leo

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Uma reflexão sobre a Felicidade


Felicidade... Por acaso existe termo, atualmente, mais relativo que este? Ser feliz, ou estar feliz são aspectos tão temporais, sazonais, e cada pessoa parece ter o seu ponto de vista sobre o assunto, porém, a sua plenitude ainda é muito procurada e desejada por todos. Esse relativismo da felicidade é tão intrigante que conduz a alguns problemas: Como que eu posso estar buscando por algo que eu não tenho, e como eu irei saber que já o encontrei sendo que eu nunca o conheci? Como você pode dizer que achou algum objeto sendo que enquanto o procurava você também não tinha a mínima idéia de suas características? Muitos convivem com esse dilema a vida inteira, outros procuram de alguma forma escondê-lo, já poucos acham uma maneira de dar um fim nisso.

Logo temos todos algo em comum: Nascemos carentes por algo e iremos passar o resto de nossas vidas buscando o até encontrá-lo. Mas encontrar o quê? Sendo que nem eu sei realmente o que estou procurando? Eu só sei que no fundo esse sentimento é como uma saudade, saudade de algo que realmente não posso explicar, pois nunca a tive, mas que sinto falta, ironicamente, mas só sei de uma coisa: Proponho-me empenhar para achá-la! Mas essa busca se torna cada vez mais difícil quando me deparo com uma geração pluralista, onde a felicidade se apresenta de várias formas, basta você achar algo que te faça sentir bem, e extremamente egoísta, pois o que importa é meu ego ser feliz, independente se isso for causar danos a alguém.

É infelizmente nessa jornada, em busca daquilo que sentimos saudades, que por mais que não sabemos o que é, temos uma certeza que no fundo iremos nos sentir completos e plenos quando achá-la, que muitos acabam encontrando o seu temível antônimo. Será o relativismo o grande causador disso? Pois se tanto faz os meios, independente do que eu escolher eu serei feliz, então porque ainda existem tantas pessoas que parece que isso não está funcionando? Os meios parecem não estar suprindo essa carência... Carência na qual habita em minha memória desde que nasci, e que habita em cada ser humano desde a fundação do mundo.

Desde a fundação do mundo porque o primeiro homem criado conheceu a verdadeira felicidade de perto, mas, por pouco tempo, e desde então há apenas resquícios da mesma. Resquícios que muitos vão achar nas mais diversas formas, por isso o ser relativa, mas da forma completa e plena só quando voltamos ao nosso estado inicial. Quando voltamos a aquele que nos criou. Quando voltamos a Deus! É voltando a ele que o homem atinge a verdadeira felicidade, e seu ser se completa. Santo Agostinho disse “Tarde Vos amei, Senhor”, pois mesmo sem saber Deus sempre esteve presente em sua vida, e sua desesperança de encontrar a felicidade só teve fim quando retornou a Deus.

Toda a aquela carência, saudade que nos faz por procurar por aquilo que não entendemos o que seja se encontra e se completa em Deus. E agora a questão é muito maior, não apenas de como saber se você já a encontrou, mas de saber que você já foi encontrado, e como saber que você já foi encontrado sendo que não a conhece? Olhe para a cruz de Cristo! O intermediador de nosso retorno para com Deus. Nele sim, aquilo que estava distante agora está próximo, o que era utópico se tornou real, e o que estava perdido foi achado. A verdadeira felicidade! Não a sazonal nem a passageira, mas a eterna, não a que cada um tem a sua opinião, mas aquela que Jesus fez por nós. Basta apenas você reconhecer isso...

"Pois Nele vivemos, nos movemos, e existimos"

Leo

segunda-feira, 29 de março de 2010

Pessach Sameach!


"E acontecerá que, quando vossos filhos vos disserem: Que culto é este? Então direis: Este é o sacrifício da páscoa ao SENHOR, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios, e livrou as nossas casas. Então o povo inclinou-se, e adorou." Êxodo 12:26-27

É na semana da páscoa que notavelmente, ainda mais que no natal, o mundo se divide em suas crenças e celebrações. No mundo Islâmico e Hindu não existe nenhum tipo de celebração, no Ocidente, aqueles que não se firmaram em nenhuma religião celebram a chegada do coelho da páscoa, com muitos ovos de chocolate. Os Judeus em contraste com os cristãos, porém, diferente de qualquer outra religião, seita, culto, celebram o evento ocorrido a mais de três mil e trezentos anos atrás, no qual marcou a saída do povo Judeu da escravidão do Egito, conhecida como Pêssach.
Pêssach é conhecida como a páscoa Judaica, o seu nome em hebraico significa “passagem”, diferente do que alguns pensam não significa a passagem do povo Judeu pelo mar vermelho, mas a passagem do SENHOR ferindo todo o primogênito na terra da terra do Egito, desde os homens até os animais e em todos os deuses do Egito. Conhecido como a décima praga, que marcou a saída ou êxodo de mais de quatrocentos anos de escravidão do povo Judeu.
Originalmente a páscoa surgiu com os Judeus. Mas em que podemos contrastar a Pêssach Judaica com a páscoa do Cristianismo? Aparentemente elas se diferem em cada vírgula, porém nota-se que na verdade elas não são tão diferentes assim. Nós cristãos também celebramos a nossa saída da escravidão, celebramos a passagem do Senhor em nosso meio, e fomos poupados da morte por causa do sangue de um cordeiro sem defeito (Êxodo 12:13). Celebramos a morte e a ressurreição de Jesus O Cristo, aquele que é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser. Conforme profetizou Isaías “Ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.” Is 53:5. Jesus andou em nosso meio, e através DELE fomos libertos da escravidão, da escravidão do pecado, e pelo sangue DELE fomos poupados da morte, não a morte carnal, mas sim a espiritual. “Pois vocês sabem que não foi por meio de coisas perecíveis como prata ou ouro que vocês foram redimidos da sua maneira vazia de viver, transmitida por seus antepassados, mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha e sem defeito” 1Pedro 1:18-19.
Deus estabeleceu uma nova aliança com o seu povo, uma aliança eterna e perfeita na qual nenhum sacrifício, esforço ou mérito seriam capazes de comprar. Foi de GRAÇA e para TODOS! Então sempre que sentarmos a mesa para comemorar essa data, que a gente se lembre que Deus olhou para a nossa condição, possui-se de grande compaixão, e veio ao nosso encontro. ESTÁ CONSUMADO!

Hoje vivo está! Nem mesmo a morte foi capaz de segurá-lo. E que assim como Cristo ressuscitou que nós ressuscitemos também para uma nova vida.

Em CRISTO, nosso cordeiro pascal.

Chag Pessach Sameach! Feliz páscoa!

quarta-feira, 10 de março de 2010

O Mito da Caverna


Imagine a nossa natureza, segundo o grau de educação que ela recebeu ou não, de acordo com o quadro que vou fazer. Imagine, pois, homens que vivem em uma morada subterrânea em forma de caverna. A entrada se abre para a luz em toda a largura da fachada. Os homens estão no interior desde a infância, acorrentados pelas pernas e pelo pescoço, de modo que não podem mudar de lugar nem voltar a cabeça para ver algo que não esteja diante deles. A luz lhes vem de um fogo que queima por trás deles, ao longe, no alto. Entre os prisioneiros e o fogo, há um caminho que sobe. Imagine que esse caminho é cortado por um pequeno muro,
semelhante ao tapume que os exibidores de marionetes dispõem entre eles e o público, acima do qual manobram as marionetes e apresentam o espetáculo.
Então, ao longo desse pequeno muro, imagine homens que carregam todo o tipo de objetos fabricados, ultrapassando a altura do muro; estátuas de homens, figuras de animais, de pedra, madeira ou qualquer outro material. Provavelmente, entre os carregadores que desfilam ao longo do muro, alguns falam, outros se calam. Assim sendo, os homens que estão nessas condições não poderiam considerar nada como verdadeiro, a não ser as sombras dos objetos fabricados.
Veja agora o que aconteceria se eles fossem libertados de suas correntes e curados de sua desrazão. Se um desses homens fosse solto, forçado subitamente a levantar-se, a virar a cabeça, a andar, a olhar para o lado da luz, todos esses movimentos o fariam sofrer; ele ficaria ofuscado e não poderia distinguir os objetos, dos quais via apenas as sombras anteriormente. Na sua opinião, o que ele poderia responder se lhe dissessem que, antes, ele só via coisas sem consistência, que agora ele está mais perto da realidade, voltado para objetos mais reais, e que está vendo melhor? O que ele responderia se lhe designassem cada um dos objetos que desfilam, obrigando-o com perguntas, a dizer o que são? Não acha que ele ficaria embaraçado e que as sombras que ele via antes lhe pareceriam mais verdadeiras do que os objetos que lhe mostram agora?
É preciso que ele se habitue, para que possa ver as coisas do alto. Primeiro, ele distinguirá mais facilmente as sombras, depois, as imagens dos homens e dos outros objetos refletidas na água,
depois os próprios objetos. Em segundo lugar, durante a noite, ele poderá contemplar as constelações e o próprio céu, e voltar o olhar para a luz dos astros e da lua mais facilmente que durante o dia para o sol e para a luz do sol.
Nesse momento, se ele se lembrar de sua primeira morada, da ciência que ali se possuía e de seus antigos companheiros, não acha que ficaria feliz com a mudança e teria pena deles?
Quanto às honras e louvores que eles se atribuíam mutuamente outrora, quanto às recompensas concedidas àquele que fosse dotado de uma visão mais aguda para discernir a passagem das sombras na parede e de uma memória mais fiel para se lembrar com exatidão daquelas que precedem certas outras ou que lhes sucedem, as que vêm juntas, e que, por isso mesmo, era o mais hábil para conjeturar a que viria depois, acha que nosso homem teria inveja dele, que as honras e a confiança assim adquiridas entre os companheiros lhe dariam inveja? Ele não pensaria antes, como o herói de Homero, que mais vale “viver como escravo de um lavrador” e suportar qualquer provação do que voltar à visão ilusória da caverna e viver
como se vive lá?

Respondeu Glauco: Concordo com você. Ele aceitaria qualquer provação para não viver como se vive lá.

O Mito da Caverna, Platão.

Farei a aplicação dessa mito em breve, porém, precisaria falar mais alguma coisa?

Um Abraço

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Aprendendo com os lírios do Campo


“Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam; E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé?” Mt. 6:28-30

A despeito de toda simbologia do lírio, de paz, pureza, etc, e também de toda curiosidade inútil, tal que o mesmo nasceu das lágrimas de Eva ao sair do jardim do Éden (não sei de onde vem tanta imaginação...), os lírios dos campos ainda tem muita coisa a nos ensinar. Jesus nos fez um chamado “olhai para os lírios do campo”, olhai para a criação, olhai para os detalhes e a beleza da vida que está ao nosso redor, as cores, as diferentes formas, a riqueza da natureza. Para aqueles que vivem em São Paulo sabe-se que está cada vez mais difícil termos contatos com a natureza, a não serem os capins que crescem na calçada das ruas, os vasos que colocamos dentro de casa, mas até mesmo quando você vai aos parques quando foi a última vez que você reparou em um lírio? Ou até mesmo a natureza em geral? Alguns de nós, às vezes, são mais privilegiados por morarem em lugares mais arborizados, porém, muitas vezes o estresse da vida, a correria pra lá e pra cá, acabam ofuscando de seus olhos simples detalhes, e sinais da presença de um Deus tão maravilhoso. O Capítulo 6 de Mateus faz parte do que chamamos de “O Sermão do Monte”, no qual em minha opinião é uma das partes doutrinárias mais importantes do ministério de Jesus. Mais adiante, no final desse capítulo, Jesus começa a tratar sobre a nossa condição humana, os nossos anseios, de uma forma tão simples e tão bela. Ele nos faz dar uma pausa em nossa rotina e volta-nos para detalhes da criação, as aves do céu (vs. 26), os lírios dos campos (vs. 28), e as ervas do campo (vs. 30), ele nos mostrar através desses pequenos detalhes como a nossa própria vida é muito mais preciosa para Deus. Muitas vezes nos preocupamos e ficamos estressados com tantas coisas pequenas comparadas com a magnitude do poder de Deus, e muitas vezes não entendemos que nossa vida tem um valor inestimável, e que foi paga por um preço tão caro lá cruz de calvário. Jesus dá valor a nossa vida. Jesus nos dá a certeza que em nele podemos contar. Jesus nos dá uma paz inexplicável mesmo quando o amanhã for incerto, ou quando a preocupação com as coisas dessa vida quiserem tirar o nosso sono. Que possamos aprender da natureza ao olharmos detalhes minuciosos que existe um Deus, que da mesma forma que toma conta dela, maiores são os seus cuidados por nós, e que tenhamos a certeza que o nosso pai celestial sabe daquilo que necessitamos, e que nos esforcemos acima de tudo na busca pelo reino de Deus e a sua justiça deixando o amanhã nas mãos do criador de tudo, olhai para os lírios do campo.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A imagem do Cristão no Oriente



Qual foi a sua primeira reação ao ver a imagem ao lado? Revolta? Indignação? Pois bem, é o que acho que tenha acontecido com boa parte das nações que se dizem cristã quando souberam que tal imagem está sendo publicada em um livros-texto nas salas de aula do primário no nordeste da Índia. Mas o que mas te indigna nessa imagem de Cristo? Qual o motivo da sua revolta? Não deveríamos ficar irritados com nós mesmos, ao invés deles? Opa, Pera ai, como assim com nós mesmos?
A questão aqui não é simplesmente a falta de respeito pelo Cristianismo, é muito mais profundo que isso. Essa imagem de Cristo reflete a imagem que o Cristão ocidental é para os povos Orientais. Vamos tentar desfragmentar essa nossa mente estadosunidense, e procurar entender como as nações Hindus e Islâmicas pensam. Para esses povos a religião faz parte da vida e da cultura deles, eles são extremos, obedientes, tementes e "espiritualmente" disciplinados, o que aliás da um banho de água fria em muitos crentes. A religião deles afeta todo o seus sistema administrativo, econômico, educacional, e por ai segue a lista. Principalmente para um povo Hindu ou Islâmico a religião reflete a identidade de seus povos. Há um simples detalhe: Para os povos Orientais a religião "oficial" do ocidente é o cristianimo, agora pare por um momento e pense, o que isso automaticamente implica? Quando eles olham para nós ocidentais o que eles enxergam? Como que nossa identidade "cristã" é vista por eles? Seria a de um Cristo que ama, que perdoa e prega a paz, que senta junto com pecadores e rejeitados da sociedade, que se revolta com a hipocrisía? Ou um "cristo" de guerras sem motivo, abuso sexuais, drogas, pornografia, individualismo, ódio, narcisimos, etc?? Se formos pensar bem, eles pegaram leve...
Que nós continuemos pregando a Cristo, a Cristo crucificado, que é escandalo para os judeus, e loucura para os gregos. Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus, 1Cor1:23-24. E que nossas obras venham a ser a mais pura manifestação de Cristo, não por mérito, mas por amor, amor Dele! E que dessa forma venhamos pouco a pouco mostrar ao mundo o que consite verdadeiramente andar com Jesus, o Cristo! Um Abraço,

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Carnaval, quem será o mais "santo"?

"Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo" 1 Pedro 1:16

Hoje começa a festa mais popular do Brasil, O Carnaval. Para a grande fatia da população brasileira isso é sinonimo de alegria, união de amigos, etc. E para a Igreja? O que o significa o Carnaval? Acampamento? Evangelismo no sambódromo e nas ruas da cidade? 72 horas de oração contínua? Praia? Bom, acho que praia não, afinal, é muito "mundano" né?! Enfim, nesse época do ano a verdade é que a igreja se divide e cada comunidade tenta ser mais "espiritualmente correta" que a outra. É nessa época do ano que as mais diversas denominações tentam justificar o seu "plano de ataque". Uma diz que temos que estar nas ruas pregando para os perdidos e criticam aqueles que saem para um retiro espiritual, já outros dizem que a igreja deve fazer acampamentos para preparar os seus membros, resumindo, a igreja cria uma bolha cheia de julgamentos, discórdias e desunião. Mas afinal, quem está certo ou errado? Qual seria a vontade de Deus?

Eu diria que TODOS estão certos e que TODAS as opções estão dentro da vontade de Deus! O que está errado é ficarmos nessa mesmice.

Como bem se diz no livro de Eclesiastes, há tempo para tudo. E Jesus é nosso melhor exemplo disso, ele se retirava para orar sozinho, ele tinha seus momentos com os discípulos, ele evangelizava, curava, etc. E assim é a nossa vida, cheia de "tempos" onde não se pode julgar entre o que é certo ou errado, melhor ou pior. A questão é sabermos equilibrar esses fatores. Nossa vida não pode ser só acampamento, pois temos que colocar em prática a nossa fé, por outro lado não será também só evangelismo, pois temos nossas limitações físicas e espirituais. Entendem? Uma coisa é certa, não devemos esperar um "Carnaval" para nos motivar a fazer algo. Vidas carentes de um Salvador estão sempre em nossa volta, os retiros espirituais devem acontecer diariamente e devemos orar sem cessar, como nos orienta Paulo, enfim quer comamos, quer bebamos ou façamos outra coisa qualquer, que façamos TUDO para a glória de Deus (1Cor10:13).

Que sejamos todos santos não só nesse Carnaval mas sempre.

Um abraço,

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Bem Vindos!

Essa é minha primeira postagem no meu primeiro blog! Espero que esse blog venha ser útil para todos que buscam aprender mais sobre a fé cristã. Indenpendente de sua crença, sinta-se a vontade para comentar e postar suas opiniões. Pretendo postar mensagens que os ajudem a refletir sobre o cristianismo, e sobre a beleza de viver uma vida dentro dos princípios estabelecidos por Deus.